"Os que confiam no Senhor são como os Montes de Sião que não se abalam, mas permanecem para sempre."

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O PODER DA PALAVRA IMPERATIVO


.
Imperar é atributo que sugere poder. O imperador comanda o império, rege com autoridade. Imperativo é tudo o que ordena, o que governa.
Na linguagem temos os verbos imperativos. São aqueles que dão ordens. Sempre que os leio escuto gritos, vozes querendo me convencer do conteúdo que sugerem. O verbo é a casa da ação. Dele se desdobram movimentos. Verbos mobilizam os sujeitos. É a regra da gramática, mas é também a regra da vida.
Penso nas palavras que me ordenam. Quero compreender a razão de gritarem tanto sobre os meus ouvidos e de me moverem para a vida que vivo. A interpretação que faço do mundo passa pelos verbos que imperam sobre mim. Por isso, a qualidade da vida depende dos verbos que imperam sobre ela.
Gosto de conjugar o verbo “amar” no imperativo – “Ame!” Não há necessidade de complementos. Ame este ou aquele. Ame agora ou depois. Não há justificativas. É só amar. É só seguir a ordem que o verbo sugere. “Ame!” Repito. Não escuto gritos, mas uma voz mansa com poder de conselho. Voz que reconheço ser a de Jesus a me conduzir por um caminho seguro que me fará viver melhor. “Ame!” Ele repete! “Ame!” Ele aconselha.
Tenho aprendido que o amor é o melhor jeito de responder às questões do mundo. Experimento isso na carne. Eu fico melhor cada vez que amo. Digo isso como homem religioso que sou. A religião é a casa do amor, assim como o verbo é a casa da ação. Se não é, não é religião. É esconderijo onde acomodamos nossa hipocrisia. É lugar onde justificamos nossas intolerâncias. É guerra fria que fazemos em nome de Deus.
Eu ainda acredito que o amor é a religião que o mundo precisa. Jesus ensinou isso. Morreu por crer assim. Elevou à potência máxima o imperativo do amor, e não fugiu das consequências. Tenho medo quando nos especializamos em qualificar as pessoas como boas ou ruins, em nome da religião. Tenho medo de deixar que outros verbos imperem sobre minha vida. Verbos que excluem, abandonam, jogam fora e que condenam a partir de aparências...
É nesta hora que eu me recordo do imperativo de meu Mestre - “Ame!” E só assim eu descanso.
Eu sei que você também costuma se perder em tantas realidades desta vida. Eu sei que o seguimento de Jesus costuma nos colocar em encruzilhadas, porque não há seguimento sem escolhas. É natural que nasçam dúvidas e a gente se pergunte – E agora? Como ser de Deus no meio de tantas realidades contrárias? Como manter o olhar fixo no que cremos sem que a gente precise cometer o absurdo de desprezar os que creem diferente de nós?
Nem sempre conseguimos acertar, fazer da melhor forma.
Quer um conselho? Ame!
Imperar é atributo que sugere poder. O imperador comanda o império, rege com autoridade. Imperativo é tudo o que ordena, o que governa.
Na linguagem temos os verbos imperativos. São aqueles que dão ordens. Sempre que os leio escuto gritos, vozes querendo me convencer do conteúdo que sugerem. O verbo é a casa da ação. Dele se desdobram movimentos. Verbos mobilizam os sujeitos. É a regra da gramática, mas é também a regra da vida.
Penso nas palavras que me ordenam. Quero compreender a razão de gritarem tanto sobre os meus ouvidos e de me moverem para a vida que vivo. A interpretação que faço do mundo passa pelos verbos que imperam sobre mim. Por isso, a qualidade da vida depende dos verbos que imperam sobre ela.
Gosto de conjugar o verbo “amar” no imperativo – “Ame!” Não há necessidade de complementos. Ame este ou aquele. Ame agora ou depois. Não há justificativas. É só amar. É só seguir a ordem que o verbo sugere. “Ame!” Repito. Não escuto gritos, mas uma voz mansa com poder de conselho. Voz que reconheço ser a de Jesus a me conduzir por um caminho seguro que me fará viver melhor. “Ame!” Ele repete! “Ame!” Ele aconselha.
Tenho aprendido que o amor é o melhor jeito de responder às questões do mundo. Experimento isso na carne. Eu fico melhor cada vez que amo. Digo isso como homem religioso que sou. A religião é a casa do amor, assim como o verbo é a casa da ação. Se não é, não é religião. É esconderijo onde acomodamos nossa hipocrisia. É lugar onde justificamos nossas intolerâncias. É guerra fria que fazemos em nome de Deus.
Eu ainda acredito que o amor é a religião que o mundo precisa. Jesus ensinou isso. Morreu por crer assim. Elevou à potência máxima o imperativo do amor, e não fugiu das consequências. Tenho medo quando nos especializamos em qualificar as pessoas como boas ou ruins, em nome da religião. Tenho medo de deixar que outros verbos imperem sobre minha vida. Verbos que excluem, abandonam, jogam fora e que condenam a partir de aparências...
É nesta hora que eu me recordo do imperativo de meu Mestre - “Ame!” E só assim eu descanso.
Eu sei que você também costuma se perder em tantas realidades desta vida. Eu sei que o seguimento de Jesus costuma nos colocar em encruzilhadas, porque não há seguimento sem escolhas. É natural que nasçam dúvidas e a gente se pergunte – E agora? Como ser de Deus no meio de tantas realidades contrárias? Como manter o olhar fixo no que cremos sem que a gente precise cometer o absurdo de desprezar os que creem diferente de nós?
Nem sempre conseguimos acertar, fazer da melhor forma.
Quer um conselho? Ame!
Imperar é atributo que sugere poder. O imperador comanda o império, rege com autoridade. Imperativo é tudo o que ordena, o que governa.
Na linguagem temos os verbos imperativos. São aqueles que dão ordens. Sempre que os leio escuto gritos, vozes querendo me convencer do conteúdo que sugerem. O verbo é a casa da ação. Dele se desdobram movimentos. Verbos mobilizam os sujeitos. É a regra da gramática, mas é também a regra da vida.
Penso nas palavras que me ordenam. Quero compreender a razão de gritarem tanto sobre os meus ouvidos e de me moverem para a vida que vivo. A interpretação que faço do mundo passa pelos verbos que imperam sobre mim. Por isso, a qualidade da vida depende dos verbos que imperam sobre ela.
Gosto de conjugar o verbo “amar” no imperativo – “Ame!” Não há necessidade de complementos. Ame este ou aquele. Ame agora ou depois. Não há justificativas. É só amar. É só seguir a ordem que o verbo sugere. “Ame!” Repito. Não escuto gritos, mas uma voz mansa com poder de conselho. Voz que reconheço ser a de Jesus a me conduzir por um caminho seguro que me fará viver melhor. “Ame!” Ele repete! “Ame!” Ele aconselha.
Tenho aprendido que o amor é o melhor jeito de responder às questões do mundo. Experimento isso na carne. Eu fico melhor cada vez que amo. Digo isso como homem religioso que sou. A religião é a casa do amor, assim como o verbo é a casa da ação. Se não é, não é religião. É esconderijo onde acomodamos nossa hipocrisia. É lugar onde justificamos nossas intolerâncias. É guerra fria que fazemos em nome de Deus.
Eu ainda acredito que o amor é a religião que o mundo precisa. Jesus ensinou isso. Morreu por crer assim. Elevou à potência máxima o imperativo do amor, e não fugiu das consequências. Tenho medo quando nos especializamos em qualificar as pessoas como boas ou ruins, em nome da religião. Tenho medo de deixar que outros verbos imperem sobre minha vida. Verbos que excluem, abandonam, jogam fora e que condenam a partir de aparências...
É nesta hora que eu me recordo do imperativo de meu Mestre - “Ame!” E só assim eu descanso.
Eu sei que você também costuma se perder em tantas realidades desta vida. Eu sei que o seguimento de Jesus costuma nos colocar em encruzilhadas, porque não há seguimento sem escolhas. É natural que nasçam dúvidas e a gente se pergunte – E agora? Como ser de Deus no meio de tantas realidades contrárias? Como manter o olhar fixo no que cremos sem que a gente precise cometer o absurdo de desprezar os que creem diferente de nós?
Nem sempre conseguimos acertar, fazer da melhor forma.
Quer um conselho? Ame!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Por que você ama quem você ama?



Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.

Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar (ou quase). Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida!

Martha Medeiros

A FITA MÉTRICA DO AMOR

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho. Martha Medeiros

Sentir-se amado




O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.

Martha Medeiros

O QUE ME FAZ BEM.


Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me
embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo,
faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir
desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!

Martha Medeiros

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dicas para uma Carreira Artística Saudável

Dicas para uma Carreira Artística Saudável

plane

O Observatório Cristão tem se tornado um guia prático para artistas iniciantes e mesmo nem tão novatos assim, mas que buscam dar um upgrade em suas carreiras dentro das novas tendências do mainstream. Recentemente tivemos a oportunidade de participar de um mega evento voltado para o mercado religioso no país e naquela oportunidade, pude conversar com muitas pessoas a respeito das tendências do mercado fonográfico, sobre as novidades tecnológicas, os avanços da mídia digital, o futuro da mídia física e entre tantos assuntos, um que obteve mais destaque e se tornou bastante recorrente foi “o que devo priorizar para fazer em minha carreira?”

Esta mesma pergunta foi trazida até mim por várias pessoas. Em sua grande maioria, pessoas que estavam iniciando suas carreiras artísticas e que almejavam errar o mínimo possível neste projeto de estréia no segmento. Esta preocupação também se dava em função do interlocutor não ter tantos recursos financeiros e assim, não poder investir somas elevadas de dinheiro para alcançar seus objetivos.

Então, aproveitando um vôo longo entre São Paulo e Recife, optei por reservar esse tempo precioso para tentar traçar um mapa para se alcançar os melhores resultados com os menores riscos. Como, por mais que eu queira ser didático, em função do tempo disponível para escrever este post, procurarei ser o mais direto possível e em outras oportunidades poderemos aprofundar mais sobre um ou outro assunto se necessário, ok?

Antes de começar: você tem talento?

O primeiro passo e, por mais óbvio que possa parecer é necessário que seja analisado criteriosamente, é que o postulante a uma carreira artística seja realmente talentoso. É notório e isto vem sendo inclusive muito comentado por meus pares na empresa onde trabalho, que no meio gospel não há espaço para “enganadores”, ou seja, em nosso meio, o artista tem que ser muito bom mesmo! Ele deve ser um músico completo, um cantor de qualidade, alguém verdadeiramente carismático. É claro que o visual sempre ajuda, mas no caso do artista gospel, não é de forma alguma fator preponderante! Portanto, antes de aventurar-se num projeto como este, procure analisar suas reais possibilidades e esteja atento às análises, críticas e percepções das pessoas.

Desta forma, crendo que você realmente é alguém talentoso e com enorme potencial, saiba que por mais genial que você seja, por mais visceral ou carismático que seja, todos nós precisamos de referenciais e de estofo cultural. Ninguém consegue inventar algo puramente e genuinamente novo sem ter se espelhado em algo que já exista. Portanto, defina quais serão suas referências e estude-as profundamente. Se o seu estilo de música preferida é o pop rock, elenque os principais representantes deste estilo, seja ele secular ou gospel e sugue tudo que puder! Assista vídeos, leia tudo a respeito, aproveite a internet para acessar o máximo de informações a respeito de suas referências.

Sendo músico instrumentista ou intérprete você deve buscar sempre ampliar o conhecimento. Invista ao máximo nos estudos, seja através de caminhos tradicionais como cursos ou conservatórios, ou pela opção web através de sites, vídeos e todo tipo de informação disponível na grande rede. Infelizmente cada vez mais temos nos deparado com mega pop artistas com problemas nas cordas vocais atribuindo a estes percalços a “setas do inimigo”. Não sou defensor deste “inimigo”, jamais! de forma alguma, mas entendo que muitas das vezes ele leva culpa por questões provocadas por nós mesmos! Se você é cantor ou cantora, mesmo com 20 anos de carreira, deve ser acompanhado por um profissional fonoaudiólogo e periodicamente fazer aulas com algum professor de canto.

Vai gravar? As músicas são boas?

Passada esta fase de preparação. Vamos à parte da produção. Em outros posts destaquei a importância do artista investir na contratação de um produtor de qualidade. Assim como não devemos submeter nossa saúde a estudantes novatos de medicina, de igual forma, não devemos entregar um projeto artístico a um produtor iniciante. E neste caso, um profissional de qualidade demanda um investimento à altura! Claro que devemos ajustar o budget ao padrão do produtor, mas ressalto que jamais deve-se cair no erro de fazer economia justamente no profissional mais importante de todo o processo.

Com a participação direta do produtor, parte-se para o momento mais crucial do projeto: a escolha do repertório. Também já comentado por aqui em outros posts, a escolha do repertório jamais deve ser feita de forma rápida e sem critério. A escolha das músicas não se trata de uma mera formalidade antes de partir para a gravação em si e os cliques fotográficos da capa e encarte do CD. Um repertório mal selecionado determinará o insucesso do projeto! Uma das frases que ouço com certa regularidade por parte de cantores é de que o “tal CD tem duas músicas muito boas!”. E aí sempre me pergunto: e o que o consumidor deve fazer com as outras 10 músicas do CD? Se em um repertório o cantor destaca apenas 2 canções, então é sinal de que ele entrou em estúdio tão logo conseguiu encontrar as primeiras 2 canções de qualidade de seu repertório. Então, repertório é coisa séria! Só dê Rec Play em sua produção quando tiver certeza de que o projeto está bem definido, com canções de qualidade.

Depois de dias de gravação, parte-se para a mixagem e masterização. Fases também extremanente importantes e que devem ser analisadas com muita atenção por parte do artista e produtor. Temos alguns textos postados aqui no Observatório sobre este tema e indico que posteriormente você os leia também.

Contrate um designer profissional

Em paralelo ou após o processo de estúdio, o artista passa para a fase crítica de fotografia, elaboração do conceito de capa, design e projeto gráfico do CD. Nesta hora também é importante buscar-se por referências e a web é um ambiente excelente para pesquisas. Abuse dos recursos tecnológicos para buscar referências para seu projeto gráfico e discuta com um profissional (atenção para esta palavra: profissional!) de design sobre quais caminhos seguir. Uma dica importante para a capa do CD é que não devemos nunca analisar o produto de forma isolada. Um teste importante a ser feito é colocar o projeto ao lado de diversas outras capas já lançadas no mercado, afinal este produto irá “brigar” pela atenção dos consumidores nas gôndolas e prateleiras nos pontos de venda. De qualquer forma, faça o máximo de enquetes com públicos distintos para que assim, você possa ter uma melhor opinião sobre qual o melhor projeto a se seguir.

Um passo de cada vez

Falando de carreira, o artista deve focar inicialmente no seu microcosmos. Não adianta querer “estourar” em São Paulo, se você ainda não é sequer conhecido em sua região de origem. O trabalho deve sempre partir do pequeno ambiente para o maior ambiente. Esta é uma ordem natural e praticamente imutável em se tratando de fenômenos artísticos. Também sugiro que você leia um post recente tratando da ansiedade, algo que deve ser dominado sempre!

“Escute esta canção, que é pra tocar no rádio…”

Abordando agora sobre os investimentos na segunda fase (a primeira foi toda esta preparação até o lançamento do projeto), tenha em mente que a principal mídia para o produto música trata-se de rádio. Entre uma página de anúncio numa mídia impressa e a execução da música numa rádio, prefira sempre a segunda. Se eu tratasse de um produto de literatura, a mídia indicada seria justamente a mídia impressa e jamais a mídia radiofônica. Cada produto tem um ambiente propício e a música adequa-se prioritariamente ao ambiente rádio. Com o advento da internet, diversas ferramentas estão surgindo e sendo disponibilizadas no meio para popularizar projetos artísticos.

De forma bem direta e seguindo o conselho anterior de crescimento a partir do microcosmos, faça um cadastro completo das rádios evangélicas de sua cidade e região. Mantenha contato permanente com os programadores e equipe destas emissoras, se possível, invista financeiramente nestas emissoras. Com os primeiros resultados surgindo, comece a expandir suas ações através da internet.

plane

O Observatório Cristão tem se tornado um guia prático para artistas iniciantes e mesmo nem tão novatos assim, mas que buscam dar um upgrade em suas carreiras dentro das novas tendências do mainstream. Recentemente tivemos a oportunidade de participar de um mega evento voltado para o mercado religioso no país e naquela oportunidade, pude conversar com muitas pessoas a respeito das tendências do mercado fonográfico, sobre as novidades tecnológicas, os avanços da mídia digital, o futuro da mídia física e entre tantos assuntos, um que obteve mais destaque e se tornou bastante recorrente foi “o que devo priorizar para fazer em minha carreira?”

Esta mesma pergunta foi trazida até mim por várias pessoas. Em sua grande maioria, pessoas que estavam iniciando suas carreiras artísticas e que almejavam errar o mínimo possível neste projeto de estréia no segmento. Esta preocupação também se dava em função do interlocutor não ter tantos recursos financeiros e assim, não poder investir somas elevadas de dinheiro para alcançar seus objetivos.

Então, aproveitando um vôo longo entre São Paulo e Recife, optei por reservar esse tempo precioso para tentar traçar um mapa para se alcançar os melhores resultados com os menores riscos. Como, por mais que eu queira ser didático, em função do tempo disponível para escrever este post, procurarei ser o mais direto possível e em outras oportunidades poderemos aprofundar mais sobre um ou outro assunto se necessário, ok?

Antes de começar: você tem talento?

O primeiro passo e, por mais óbvio que possa parecer é necessário que seja analisado criteriosamente, é que o postulante a uma carreira artística seja realmente talentoso. É notório e isto vem sendo inclusive muito comentado por meus pares na empresa onde trabalho, que no meio gospel não há espaço para “enganadores”, ou seja, em nosso meio, o artista tem que ser muito bom mesmo! Ele deve ser um músico completo, um cantor de qualidade, alguém verdadeiramente carismático. É claro que o visual sempre ajuda, mas no caso do artista gospel, não é de forma alguma fator preponderante! Portanto, antes de aventurar-se num projeto como este, procure analisar suas reais possibilidades e esteja atento às análises, críticas e percepções das pessoas.

Desta forma, crendo que você realmente é alguém talentoso e com enorme potencial, saiba que por mais genial que você seja, por mais visceral ou carismático que seja, todos nós precisamos de referenciais e de estofo cultural. Ninguém consegue inventar algo puramente e genuinamente novo sem ter se espelhado em algo que já exista. Portanto, defina quais serão suas referências e estude-as profundamente. Se o seu estilo de música preferida é o pop rock, elenque os principais representantes deste estilo, seja ele secular ou gospel e sugue tudo que puder! Assista vídeos, leia tudo a respeito, aproveite a internet para acessar o máximo de informações a respeito de suas referências.

Sendo músico instrumentista ou intérprete você deve buscar sempre ampliar o conhecimento. Invista ao máximo nos estudos, seja através de caminhos tradicionais como cursos ou conservatórios, ou pela opção web através de sites, vídeos e todo tipo de informação disponível na grande rede. Infelizmente cada vez mais temos nos deparado com mega pop artistas com problemas nas cordas vocais atribuindo a estes percalços a “setas do inimigo”. Não sou defensor deste “inimigo”, jamais! de forma alguma, mas entendo que muitas das vezes ele leva culpa por questões provocadas por nós mesmos! Se você é cantor ou cantora, mesmo com 20 anos de carreira, deve ser acompanhado por um profissional fonoaudiólogo e periodicamente fazer aulas com algum professor de canto.

Vai gravar? As músicas são boas?

Passada esta fase de preparação. Vamos à parte da produção. Em outros posts destaquei a importância do artista investir na contratação de um produtor de qualidade. Assim como não devemos submeter nossa saúde a estudantes novatos de medicina, de igual forma, não devemos entregar um projeto artístico a um produtor iniciante. E neste caso, um profissional de qualidade demanda um investimento à altura! Claro que devemos ajustar o budget ao padrão do produtor, mas ressalto que jamais deve-se cair no erro de fazer economia justamente no profissional mais importante de todo o processo.

Com a participação direta do produtor, parte-se para o momento mais crucial do projeto: a escolha do repertório. Também já comentado por aqui em outros posts, a escolha do repertório jamais deve ser feita de forma rápida e sem critério. A escolha das músicas não se trata de uma mera formalidade antes de partir para a gravação em si e os cliques fotográficos da capa e encarte do CD. Um repertório mal selecionado determinará o insucesso do projeto! Uma das frases que ouço com certa regularidade por parte de cantores é de que o “tal CD tem duas músicas muito boas!”. E aí sempre me pergunto: e o que o consumidor deve fazer com as outras 10 músicas do CD? Se em um repertório o cantor destaca apenas 2 canções, então é sinal de que ele entrou em estúdio tão logo conseguiu encontrar as primeiras 2 canções de qualidade de seu repertório. Então, repertório é coisa séria! Só dê Rec Play em sua produção quando tiver certeza de que o projeto está bem definido, com canções de qualidade.

Depois de dias de gravação, parte-se para a mixagem e masterização. Fases também extremanente importantes e que devem ser analisadas com muita atenção por parte do artista e produtor. Temos alguns textos postados aqui no Observatório sobre este tema e indico que posteriormente você os leia também.

Contrate um designer profissional

Em paralelo ou após o processo de estúdio, o artista passa para a fase crítica de fotografia, elaboração do conceito de capa, design e projeto gráfico do CD. Nesta hora também é importante buscar-se por referências e a web é um ambiente excelente para pesquisas. Abuse dos recursos tecnológicos para buscar referências para seu projeto gráfico e discuta com um profissional (atenção para esta palavra: profissional!) de design sobre quais caminhos seguir. Uma dica importante para a capa do CD é que não devemos nunca analisar o produto de forma isolada. Um teste importante a ser feito é colocar o projeto ao lado de diversas outras capas já lançadas no mercado, afinal este produto irá “brigar” pela atenção dos consumidores nas gôndolas e prateleiras nos pontos de venda. De qualquer forma, faça o máximo de enquetes com públicos distintos para que assim, você possa ter uma melhor opinião sobre qual o melhor projeto a se seguir.

Um passo de cada vez

Falando de carreira, o artista deve focar inicialmente no seu microcosmos. Não adianta querer “estourar” em São Paulo, se você ainda não é sequer conhecido em sua região de origem. O trabalho deve sempre partir do pequeno ambiente para o maior ambiente. Esta é uma ordem natural e praticamente imutável em se tratando de fenômenos artísticos. Também sugiro que você leia um post recente tratando da ansiedade, algo que deve ser dominado sempre!

“Escute esta canção, que é pra tocar no rádio…”

Abordando agora sobre os investimentos na segunda fase (a primeira foi toda esta preparação até o lançamento do projeto), tenha em mente que a principal mídia para o produto música trata-se de rádio. Entre uma página de anúncio numa mídia impressa e a execução da música numa rádio, prefira sempre a segunda. Se eu tratasse de um produto de literatura, a mídia indicada seria justamente a mídia impressa e jamais a mídia radiofônica. Cada produto tem um ambiente propício e a música adequa-se prioritariamente ao ambiente rádio. Com o advento da internet, diversas ferramentas estão surgindo e sendo disponibilizadas no meio para popularizar projetos artísticos.

De forma bem direta e seguindo o conselho anterior de crescimento a partir do microcosmos, faça um cadastro completo das rádios evangélicas de sua cidade e região. Mantenha contato permanente com os programadores e equipe destas emissoras, se possível, invista financeiramente nestas emissoras. Com os primeiros resultados surgindo, comece a expandir suas ações através da internet.

sábado, 13 de novembro de 2010

O início.

O sol rastejou por debaixo da porta, riscou uma linha de luz pelo assoalho para formar um ponto brilhante na parede tosca no lado direito da cama. Com o quarto iluminado, ele resmungou a desdita de ter que se levantar. Sentou-se, procurando acompanhar o rastilho que se acendeu no quarto e começou a falar sozinho. "Que dia é hoje? Onde estou? Que lugar é este?".

Sem pressa, estincando os braços para o alto, em um esforço para alongar os músculos retesados, ele caminhou até o banheiro, levantou a tampa do vaso e notou que havia urinado pela madrugada; um cheiro azedo subiu e lhe enauseou. “Que coisa, não me lembro de ter feito xixi!”. Quando ouviu o barulho da micção, sentiu prazer de aliviar a bexiga. "Estranho, eu não lembrava que era tão bom vir aqui de manhã".

Terminou, espremeu o último pingo e se voltou para lavar as mãos. Tomou um susto. O coração dele disparou. “Quem sou eu?”, falou alto, como se brigasse com a figura que surgiu dentro do espelho.

Vestiu-se. De repente, já estava na calçada. O cenário lhe pareceu estranho. Sem conseguir reconhecer a vizinhança, não sabia para que lado se virar. “Esquerda ou direita”? Olhou as mãos e não conseguiu distinguir uma da outra. “Não sei quem sou, como vou saber que lado seguir?". Um pânico súbito se espalhou pelo corpo como um arrepio macabro. “Estou ficando louco”, falou em voz alta.

Um carro parou bruscamente na sua frente. Quando o vidro baixou lentamente, apareceu um rosto feminino ainda mais apavorado que o do homem que ele vira no espelho há alguns momentos. “O senhor poderia me ajudar?”, ela implorava como uma náufraga pedindo uma bóia. “Estou perdida, preciso saber que dia é hoje, quem eu sou, onde estou e para onde vou”.

Ele tentou cadenciar a respiração, mas não conseguiu; o medo era maior do que a capacidade de controlá-lo. “Também estou perdido”, respondeu como uma criança acuada. A mulher não deixou que ele encaixasse a próxima frase. “Acabei de ouvir no rádio que durante a noite, uma estranha amnésia se alastrou como epidemia”. Ninguém mais sabe o nome, as pessoas vagueiam pela cidade sem rumo, sem norte”.

“E por que a senhora acreditou que eu poderia ajudar?", ele indagou vagarosamente. “Eu não tinha nenhuma expectativa em relação ao senhor; parei aqui na frente por acaso. Simplesmente encostei o carro e o senhor foi a primeira pessoa que vi quando ouvi a notícia do apagão da memória coletiva”.

Ele abriu a porta do carro, estendeu a mão como faziam os cavalheiros ao cortejarem as damas medievais e a senhora saiu do carro. “Venha comigo”, ele pediu.

De mãos dadas, os dois dobraram a esquina. E se perderam. Ele jamais acertou o caminho de volta para casa; ela nunca mais se lembrou onde havia deixado o carro. Junto com o mundo, os dois perderam toda memória.

Ele e a nova amiga se viram obrigados a caminhar, caminhar; agora, sempre para frente. Quando estavam muito longe os dois sentiram necessidade de se darem nomes. "De hoje em diante você vai se chamar Adão". E você será Eva. E os dois começaram tudo de novo.

Soli Deo Gloria.